Opinião

Um país de justiça social e de homens íntegros

Com o país literalmente a saque e milhões de angolanos a passar por dificuldades extremas, não travar o regabofe e procurar dar dignidade às pessoas, como o está a fazer o actual Governo, liderado pelo Presidente João Lourenço, é o mesmo que pactuar com a desgraça colectiva deste povo heróico e generoso.

25/11/2020  Última atualização 09H55
Procurar desviar as atenções do actual combate à corrupção e à impunidade, com acusações gratuitas de que se está perante uma justiça selectiva, é, no mínimo, defender o roubo descarado do que é de todos. Ao passar para a esfera jurídica do Estado o património milionário locupletado por meia dúzia de pessoas, que se aproveitou dos cargos públicos para deixar na miséria extrema milhões de compatriotas, é em primeiro lugar um acto de Justiça, que peca apenas pelo atraso. 

Com a recuperação desses milhões de dólares levados lá fora ou dos activos construídos cá dentro com fundos públicos, o Estado angolano procura, além de dar um sinal claro de combate à impunidade, lança um aviso à navegação de que ninguém está acima da lei, de quem procurar tirar para si o que é de todos, terá a mão pesada da lei.

 As riquezas do país devem servir aos que a criam com trabalho e suor. As famílias angolanas e todos aqueles que escolheram Angola para viver devem encontrar aqui um país de justiça social, que dê a todos segundo o seu trabalho honesto. Que ninguém mais se aproveite do cargo que ocupa no aparelho do Estado ou do tráfico de influências para o enriquecimento ilícito. Que a riqueza seja fruto do trabalho honesto. 

As forças políticas, necessárias para o desenvolvimento da nossa jovem democracia, são também aqui chamadas a apoiar o actual combate à corrupção e à impunidade, porque quem se sente verdadeiramente patriota tem a obrigação ética e moral de ajudar a construir um país melhor para todos. Um país de homens íntegros e solidários. Mais do que procurar instigar os jovens à desobediência civil e ao vandalismo, as forças políticas, nesses tempos de pandemia, deviam juntar sinergias para projectar um país de justiça social, virado para a solução dos problemas do povo.

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