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União Europeia alerta para situação “fora de controlo”

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Finlândia, Pekka Haavisto, alertou, quarta-feira, que a situação em Tigray está fora de controle das autoridades.

26/02/2021  Última atualização 12H51
Bruxelas manifesta preocupação com a crise humanitária na região etíope de Tigray © Fotografia por: DR
Falando em Bruxelas, depois de uma visita a Tigray como enviado especial da União Europeia, Haavisto referiu, em conferência de imprensa, que tanto do ponto de vista humanitário como militar a situação é "extremamente difícil”, podendo considerar que "está, neste momento, fora de controle”.

O enviado da União Europeia elaborou um relatório que foi apresentado aos representantes dos 27 países da organização sedeada em Bruxelas. No encontro com os jornalistas lamentou que os líderes etíopes não tenham fornecido uma "imagem clara” da situação em Tigray, particularmente no que diz respeito ao envolvimento amplamente documentado de forças da vizinha Eritreia. O Ministro dos Negócios Estrangeiros da Finlândia disse que "a questão das tropas da Eritreia é extremamente sensível, para a qual não estamos a obter uma resposta clara sobre a localização ou escala da sua presença”.

Até agora, Addis Abeba e Asmara negaram o envolvimento das forças da Eritreia no conflito, apesar dos testemunhos de civis, trabalhadores humanitários e de alguns militares e funcionários do Governo. A União Europeia juntou-se aos EUA para exigir a retirada das tropas da Eritreia. Pekka Haavisto reiterou os apelos urgentes da comunidade internacional para que o Governo etíope permita o acesso humanitário total a Tigray, inclusive em áreas fora do seu controle.

"Precisamos de luz verde do Governo etíope para negociar o acesso às áreas controladas pela Eritreia e às áreas controladas pela oposição”, disse. Haavisto alertou que o vizinho Sudão está a ter problemas para lidar com o influxo de dezenas de milhares de tigrayanos que lá procuram refúgio, manifestando receio de que eles queiram "fazer o seu caminho para a Europa”, o que poderá despoletar "o início de outra crise de refugiados”.

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