Política

Chefe do Governo espanhol cumpre visita de trabalho em Luanda

O Presidente da República, João Lourenço, recebe, hoje, na Cidade Alta, o Presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, que se encontra desde à noite de ontem, (7) em Luanda, para uma visita oficial de 24 horas a Angola, com vista o reforço da cooperação entre os dois países.

07/04/2021  Última atualização 10H40
Primeiro-Ministro espanhol visita vários empreendimentos © Fotografia por: DR
No encontro, previsto para o fim da manhã, estão previstos os discursos do Presidente João Lourenço e do Chefe do Governo espanhol, ao que se seguirão conversações ministeriais e declarações aos jornalistas.
No período da tarde, Pedro Sánchez desloca-se à Boavista, Distrito Urbano do Sambizanga, onde visita as instalações da empresa espanhola Elecnor, ligada ao sector eléctrico. Uma hora depois, ainda no Sambizanga, visita o Colégio dos Salesianos de Dom Bosco, uma congregação da Igreja Católica.Na visita a Angola, Pedro Sánchez faz-se acompanhar de uma delegação de cerca de 30 pessoas, entre governantes e homens de negócios.
O embaixador espanhol em Angola, Manuel Hernández Ruigómez, adiantou, ao Jornal de Angola, que durante a visita do Primeiro-Ministro espanhol podem ser assinados quatro acordos, sendo o mais importante o do sector dos Transportes Aéreos, que permitiria o regresso dos voos Madrid-Luanda, da companhia espanhola Ibéria.
"Já houve duas ou três tentativas de assinatura deste acordo, mas foram frustradas. Vamos ver se nesta ocasião pode ser assinado”, disse o diplomata, lembrando que, até 2016, havia duas frequências semanais de voos entre as capitais angolana e espanhola. As outras áreas em que podem ser assinados os acordos são a Agricultura, Pescas e Indústria, além de estar pendente uma proposta espanhola para um acordo de protecção recíproca de investimentos.
Participação no PLANAGEO
No âmbito do PLANAGEO (Plano Nacional de Geologia), Espanha está a fazer o mapa geológico da Região Sul. O embaixador espanhol em Angola disse tratar-se de um passo essencial e vital, na medida em que o país não dispunha de um mapa geológico e, em função disso, desconhecia, realmente, os seus recursos minerais. A partir da realização deste mapa, prosseguiu, o país vai saber, em concreto, onde está cada mineral.
As relações bilaterais são consideradas excelentes, desde a Independência de Angola, passando pela primeira reunião entre os  Primeiros-Ministros dos dois países, em Janeiro de 1976, poucos meses depois da Independência.

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