Opinião

O nosso bem

A paz é um bem insubstituível para os povos, para os Estados e regiões inteiras do mundo, um processo contínuo em que todos se devem empenhar para a sua preservação a todo o custo.

03/04/2021  Última atualização 06H20
Sem paz todas as demais variáveis ligadas à convivência social, ao desenvolvimento económico, ao progresso científico e tecnológico, entre outros, ficam completamente condicionados. A paz e estabilidade são, por isso, inadiáveis e quando inexistentes  por alguma razão todos os esforços para o seu alcance e efectivação não devem ser poupados, muito menos para a sua preservação uma vez alcançados. Amanhã, os angolanos celebram 19 anos de paz e estabilidade, alcançadas  graças aos esforços de todos, um feito que é parte do processo contínuo de construção e efectivação da componente económica e social que deve acompanhar o calar das armas.

Obviamente, que não tem sido um processo fácil na medida em que, como defendem numerosas vozes, e com alguma razão, a paz efectiva envolve muito mais do que o simples calar das armas. Sabemos todos por experiência própria que em tempos de paz e de estabilidade as exigências e expectativas das populações, naturalmente, multiplicam-se na proporção directa da resolução dos problemas com os quais se debate. Essa realidade, a das crescentes necessidades das populações, constitui dos maiores desafios que estão a ser enfrentados pelo Executivo, com o apoio de todos os seus parceiros, por um lado, e, por outro, de toda a sociedade angolana.Neste processo de preservação da paz e estabilidade todos são chamados a jogar o seu papel na medida em que aquelas duas variáveis dizem respeito a todos, sendo, como se disse, condição sine qua non para a resolução de todos os outros problemas.

Precisamos, nesta fase em que nos encontramos, de fazer prova, cada um ao seu nível, da contínua construção de um ambiente de paz, de estabilidade, de reconciliação, de diálogo e de concertação  para que sejamos capazes de conviver na adversidade e erguer um país bom para todos.Os discursos políticos, as posições cívicas, as intervenções religiosas e outras formas de ser e estar numa sociedade como a nossa devem reflectir, entre outros, o compromisso colectivo da preservação da paz alcançada há 19 anos.

Contrariamente à ideia de que se trata de um desafio que envolve apenas políticos,  insistimos que, na verdade, todos somos chamados para demarcarem-se  de eventuais excessos que prejudiquem o actual contexto de paz e reconciliação.  Independentemente das disputas políticas, os superiores interesses da paz e estabilidade nunca poderão ser relegados para um plano inferior, muito menos serem condicionados por agendas pessoais ou de grupo.

Em véspera de mais uma celebração do Dia da Paz, fazemos votos de que os actores políticos de todos os quadrantes promovam a moderação nas suas intervenções, exerçam maior ponderação no exercício do discurso político e ensaiem a adopção da ética no jogo político como pressuposto para o nosso bem comum.

Editorial

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