Economia

OPA Angola bem posicionada para gerir Aeroporto de Malabo

Isaque Lourenço

Jornalista

A empresa OPA Angola figura entre as três melhor posicionadas para assumir a gestão do novo Aeroporto Internacional de Malabo, na Guiné Equatorial, cujas obras devem finalizar em meados do próximo ano, ao que se seguirá o concurso de licitação da infra-estrutura.

09/05/2021  Última atualização 12H17
Vista parcial do Aeroporto Internacional de Malabo © Fotografia por: Vigas da Purificação | Edições Novembro
Caso se concretize, a OPA Angola deverá, por um período de três anos renováveis, ficar responsável pelos serviços de manutenção, segurança e assistência aos passageiros, à aerogare e às aeronaves entre outros pontos constantes do caderno de encargos que, prontamente, disponibilizou às autoridades equato-guineenses.
O presidente do grupo OPA, Gourgel Neto, disse ao Jornal de Angola, em Malabo, que a empresa está preparada e reúne, no conglomerado de serviços, experiência suficiente para tornar o Novo Aeroporto Internacional de Malabo numa referência regional.

Gourgel Neto prevê que uma componente de grande valia nesse processo vai ser a formação e acompanhamento permanente dos quadros, sobretudo jovens da Guiné Equatorial, para permitir que estejam preparados a assumir posições de relevo dentro da estrutura.
Entre os serviços já citados, o gestor fala ainda da gestão do manuseamento de carga, bagagem e passageiros, sem esquecer o apoio no check-in.

Foi nessa base que, na sexta-feira, Gourgel Neto integrou a delegação angolana recebida pelo ministro da Aviação Civil da Guiné Equatorial, Norberto Andeme, durante a audiência concedida ao secretário de Estado para o Comércio, Amadeu Nunes, também integrada pelo embaixador António Luvualo de Carvalho e quadros seniores do Ministério das Relações Exteriores.

Sobre o assunto, o ministro equato-guineense da Aviação Civil afirmou que, no futuro aeroporto, se vpretende disponibilizar um serviço diferenciado e de referência mundial, sem olhar para a nação de proveniência dos gestores, mas sempre valorizando e priorizando as parcerias africanas.
 
Indústria petrolífera
Uma outra área em que a OPA Angola vai actuar na Guiné é a da Indústria de Petróleo e Gás mercê de programas com os quais o grupo projecta empregar, inicialmente, um investimento de dois milhões de dólares para construir um centro de formação profissional.

Deste modo, vai iniciar o que se pode chamar a "promoção do conteúdo local na indústria petrolífera equato-guineense”, incluindo técnicos e serviços de apoio à prestados exclusivamente por empresas daquele país.
Gourgel Neto fez chegar, nos últimos dias, ao ministro dos Hidrocarbonetos e Recursos Minerais, Gabriel Obiang Lima, uma proposta para a instalação do centro de classe mundial para a formação dos técnicos nacionais da indústria de petróleo e gás.

Nesse processo, deverão actuar numa parceria directa com o instituto tecnológico afecto àquele ministério e formadores angolanos, tendo em conta a sua vasta experiência no sector do Petróleo e Gás.
Os cursos são certificados pela OPITO, ISO 9001 e ISO 45001, segundo garantias do gestor, para quem, além do centro de formação, pensa-se prover serviços de "Procurement” e Logística em conexão com a sua rede global, fornecendo alternativas mais acessíveis.

Inicialmente, a empresa está autorizada a contratar quadros expatriados, desde que sejam angolanos, para partilharem experiências com os nacionais.
Quanto ao trabalho com as empresas da Guiné Equatorial, visando fortificar o conteúdo local, Gourgel Neto assegurou ao ministro Gabriel Obiang Lima que se pretende potenciar os quadros jovens e inseri-los rapidamente na Indústria.

"Há já muitos jovens da Guiné Equatorial formados em Petróleos em várias universidades. Pretendemos inseri-los no sector e permitir que, depois de preparados, sejam eles a criar as novas empresas para a gestão do conteúdo local. Assim, teremos empresários jovens e do país a gerar riqueza nacional e postos de trabalho para outros tantos cidadãos”, afirmou.

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