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Declaração sobre Tigray vetada pela China e Rússia

A China e a Rússia vetaram, na madrugada de ontem, a adopção de uma declaração do Conselho de Segurança da ONU sugerindo o “fim da violência” em Tigray (Etiópia), o que levou ao abandono do projecto de texto, depois de dois dias de negociações.

07/03/2021  Última atualização 14H37
Conselho de Segurança da ONU © Fotografia por: DR
Citando fontes diplomáticas que falaram sob anonimato, a AFP escreve que não haverá declaração, porque não houve consenso "Um outro diplomata explicou que a China bloqueou o projecto, exigindo a retirada do texto, muitas vezes remodelado, desde quinta-feira”, explicou um outro diplomata, algo considerado inaceitável pelos países ocidentais e a Irlanda, membro não permanente do Conselho de Segurança que escreveu o projecto de declaração. A Rússia juntou-se à China, enquanto a Índia opôs-se por um pequeno detalhe que precisava de uma emenda, explicaram os diplomatas.

Pequim e Moscovo, que não se pronunciaram de imediato, consideram que o conflito armado em Tigray iniciado em Novembro último era "uma questão interna”, admitindo aceitar um texto ligado à situação humanitária naquela região dissidente da Etiópia.
Na quinta-feira, o Conselho de Segurança das Nações Unidas, organizou uma vídeoconferencia à porta fechada sobre o Tigray, sem ter havido consenso sobre uma declaração conjunta.

Pela primeira vez, desde o inicio do conflito, os países africanos membros não permanentes do Conselho, nomeadamente Quénia, Níger e Tunísia, que até lá privilegiavam uma resolução da crise através da União Africana, apoiaram a adopção de uma declaração.
Na videoconferência, pela primeira vez, o secretário-geral adjunto da ONU para os Assuntos humanitários, Mark Lowcock, exigiu da Eritreia a retirada das suas tropas de Tigray, num implícito reconhecimento da presença das forças daquele país na frente de combate. "As forças de defesa da Eritreia devem sair da Etiópia, e não podem continuar a sua campanha de destruição”, insistiu.

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