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Rússia rejeita sanções da UE e de Washington

A Rússia considera absolutamente inaceitáveis as novas sanções adoptadas pelos Estados Unidos e pela União Europeia contra altos responsáveis russos pelo suposto evenenamento e perseguição judicial contra o opositor Alexei Navalny.

04/03/2021  Última atualização 11H35
© Fotografia por: DR
O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse, ontem, que as sanções visam prejudicar significativamente as relações já degradadas entre a Rússia e o Ocidente.
"Nós consideramos que tais restrições (sanções) são absolutamente inaceitáveis”, disse Peskov. O Governo  russo considera, ainda, ser um "ataque hostil que faz parte de uma "política americana insensata e ilógica que prejudica ainda mais as relações bilaterais com Moscovo.

"Vamos reagir com base no princípio da reciprocidade”, completou o ministério. A nota oficial afirma, ainda, que "os cálculos para impor algo à Rússia por meio de sanções ou outras pressões fracassaram no passado e fracassarão hoje”.
"Vamos continuar a defender os nossos interesses nacionais de forma sistemática e decidida, rejeitando qualquer agressão. Pedimos aos nossos colegas para não brincar com o fogo”, destacou o ministério, antes de acrescentar que o Governo dos Estados Unidos "perdeu o direito moral de dar lições nos demais”.

Washington anunciou, na terça-feira, sanções ecómicas contra altos funcionários de Moscovo.
Estas foram as primeiras sanções contra a Rússia anunciadas por Joe Biden que, desde que assumiu a Presidência, no dia 20 de Janeiro, adoptou um tom mais duro com Moscovo que o do seu antecessor Donald Trump.
As sanções afectam Alexánder Bortnikov, director do Serviço Federal de Segurança (FSB), o director do Serviço Penitenciário Alexander Ka-lashnikov, o procurador-geral Igor Krasnov e um grande colaborador do Presidente Vladimir Putin, Serguei Kiriyenko.Na segunda-feira, a União Europeia formalizou as sanções contra quatro altos funcionários russos envolvidos no processo judicial contra Navalny e a repressão dos seus partidários.

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