Desporto

Petro reencontra Wydad com sentimento de desforra

O Petro de Luanda procura hoje, às 14h00, no Estádio 11 de Novembro, alcançar a primeira vitória na fase de grupos da Liga dos Campeões de África, na recepção ao Wydad de Casablanca, em jogo referente à segunda jornada do grupo C

23/02/2021  Última atualização 06H00
Jogo frente aos marroquinos está agendado para as 14h00 no Estádio 11 de Novembro © Fotografia por: Contreiras Pipa | Edições Novembro
O desafio marca o reencontro dos tricolores com o conjunto marroquino, principal 'carrasco' na edição passada da maior competição de clubes do calendário da CAF.
Na memória da equipa angolana ainda perdura a pesada derrota (4-1) averbada em 2019, em casa do adversário, depois de uma igualdade a duas bolas (2-2) consentida em Luanda. Mais do que alcançar os três pontos e fugir à posição de 'lanterna vermelha', do Petro espera-se força colectiva e capacidade competitiva para se redimir, também, da derrota sofrida na jornada inaugural da competição.

E, para que tudo corra a preceito, António Cosano montou uma estratégia que visa anular as principais unidades do Wydad, nomeadamente, Jabrane e Kasengu. e coarctar ao adversário a possibilidade de fazer fluir o futebol rápido pelos extremos e zona intermédia, fechando-lhes as principais vias de acesso à área de Dominique. Ou seja, o Petro de Luanda prevê jogar em pressão alta: mandar desde cedo no jogo, assumir as rédeas da partida e tomar de assalto o último reduto do Wydad que se diga, em amor à verdade, tem uma linha defensiva compacta e difícil de desbloquear.

Ao conjunto angolano exige-se que 'puxe dos galões' uma excelente exibição, cujo triunfo seja uma consequência natural da qualidade ofensiva e da acção demolidora do ataque. Tiago Azulão volta a ser a seta apontada para a baliza contrária. Fruto da veia goleadora, o brasileiro deve servir de principal 'abono de família' do ataque.
Não se adivinha facilitada à pretensão do Petro suplantar o Wydad. O conjunto marroquino já demonstrou em edições anteriores da prova africana ser uma barreira difícil de transpor. Aliás, basta olhar para o percurso protagonizado na última fase de grupos, onde passou com distinção.

Do colectivo marroquino destaca-se, ainda, o voluntarismo do meio-campo, onde sobressaem as qualidades de El Karti e Hamza Asrir, duas unidades bastante críticas, que acrescentam arte e engenho ao futebol do Wydad.
No ataque, as referências a El Hassoun e El Haddad são inevitáveis. A dupla provoca embaraços a qualquer defesa, sobretudo, pelo grande sentido de oportunidade que revelam e a relação íntima com as balizas adversárias.

O jogo é ajuizado pelo trio proveniente da República Democrática do Congo (RDC), encabeçado pelo árbitro Jean Jacques Ndala. Oliver Safari e Mohamed Ibrahim são os fiscais de linha, enquanto o comissário ao jogo é Kaizer Sekaba, do Botswana.

Paulo Caculo

Jornalista

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